PF cumpre mandados em 3 estados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias milionárias contra Caixa Econômica

PF deflagra operação para reprimir fraudes bancárias e lavagem de capitais Polícia Federal/ Reprodução A Polícia Federal (SP) e a Polícia Militar (PM) realizam, nesta segunda-feira (25), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias milionárias contra a Caixa Econômica Federal, além da prática de estelionato e lavagem de dinheiro. São cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro. Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, é um dos alvos da ‘Operação Fallax’. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de mandado na cidade de São Paulo. Segundo a polícia, a investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. Duante a Operação Fallax, são cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. No interior de São Paulo, são cumpridos mandados em Limeira (SP), Santa Bárbara d'Oeste (SP), Americana (SP), Itapira (SP) e Rio Claro (SP). Na região de Piracicaba (SP), foram 20 mandados de busca e 9 mandados de prisão preventiva. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram PF cumpre mandados em 3 estados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias milionárias contra Caixa Econômica e lavagem de dinheiro Polícia Federal/ Reprodução Como a organização criminosa atuava? Ainda conforme a Polícia Federal, o grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos. De acordo com as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. "Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento", detalhou a Polícia Federal. PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa Econômica Polícia Federal/ Reprodução Quebra de sigilo bancários e bloqueios de bens Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. Penas Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba