Família procura filha desaparecida há 5 meses; lei municipal amplia divulgação das buscas

Araraquara lança projeto para divulgar casos de pessoas desaparecidas A cuidadora Meire Peres Braga, de 59 anos, vive meses de angústia desde o desaparecimento da filha, Priscila Peres Braga Gonçalves, de 32 anos, em Araraquara (SP). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Priscila sumiu na madrugada de sábado, no dia 6 de setembro de 2025. Segundo a família, ela saiu de casa na Vila Sedenho apenas com a roupa do corpo e não foi mais vista. Assim como Meire, outras famílias vivem a mesma aflição e seguem sem desistir da busca por qualquer notícia que possa trazer respostas. Para reforçar as buscas de pessoas desaparecidas, a Prefeitura de Araraquara passou a divulgar casos no site oficial e nas redes sociais do município. A iniciativa foi criada a partir de um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal no ano passado e já em vigor. (Leia abaixo) Mais notícias da região: RELEMBRE: Casal desaparecido é encontrado após passar duas noites em carro que atolou no interior de SP ARARAQUARA: Vendedor desaparece após acidente no interior de SP; família faz buscas e polícia investiga VIOLÊNCIA Mulher é agredida pela nora com cabo de machado no interior de SP Procura-se Priscila De acordo com Meire, a filha Priscila enfrentava um quadro de depressão após um episódio traumático envolvendo a ex-companheira, com quem havia se casado no civil. A mulher, que morava em Jaú, teria ateado fogo no próprio corpo após não aceitar o fim do relacionamento e morreu. "Ela estava bem traumatizada com o que aconteceu, também ficou internada e teve queimaduras ao tentar ajudar a esposa, mas estava em tratamento e melhor. Onde ando a procuro, fico olhando na rua, falo com moradores de rua, com todos que vejo, colei cartazes em todos lugares, fui em abrigo, está um mistério. É muito angustiante", disse. Priscila Peres Braga Gonçalves, de 32 anos, está desaparecida desde setembro em Araraquara, SP Redes sociais Desde o episódio traumático, Priscila fazia acompanhamento psicológico e era atendida pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Segundo a mãe, na semana do desaparecimento ela apresentava melhora, procurava emprego e planejava trabalhar como motorista de aplicativo. “Ela estava com projetos”, contou. Na noite em que desapareceu, Meire estava trabalhando e falou com a filha por volta das 21h. Durante a madrugada, Priscila foi vista no Parque São Paulo, em dois bares da região. Funcionárias relataram que ela aparentava estar triste e comentou sobre a morte da ex-companheira. Depois disso, não houve mais notícias. O celular foi encontrado no dia seguinte, mas não apresentava sinais de dano. Priscila não levou medicamentos, ela usava oito tipos diferentes, nem curativos, apesar de ainda estar em tratamento e com recomendação médica para evitar exposição ao sol. Aflição Mãe de uma menina de 7 anos, Priscila, segundo a família, era muito ligada aos parentes e não costumava passar a noite fora sem avisar. “Ela não ficaria sem falar com a gente”, disse Meire. Na noite que desapareceu, a filha e o pai de Priscila estavam dormindo em casa e não viram ela saindo de casa. A família teme que ela possa ter sido vítima de homofobia. O caso é investigado pela Polícia Civil, que até o momento não tem pistas sobre o paradeiro da jovem. "A Polícia não tem pista nenhuma. Pedimos quebra de sigilo bancário, ver se tinha imagem, mas não conseguimos nada ainda", contou. Priscila é branca, tem várias tatuagens, piercing na sombrancelha e, no dia do desaparecimento, vestia blusa de manga comprida e calça preta. Ela usa aparelho ortodôntico. Informações podem ser repassadas à polícia pelo telefone 190 ou 181, de forma anônima. Priscila é de Araraquara e tem várias tatuagens, piercing na sombranelha e usa aparelho ortodôntico. Redes sociais Lei municipal amplia divulgação de desaparecidos Para reforçar as buscas, a Prefeitura de Araraquara passou a divulgar casos de pessoas desaparecidas no site oficial e nas redes sociais do município. A iniciativa foi criada a partir de um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal no ano passado e já em vigor. O objetivo é ampliar a visibilidade dos casos e ajudar as famílias. Segundo a prefeitura, as publicações serão feitas de forma responsável e periódica, alcançando desaparecidos de todas as idades. A ação conta com parceria da ONG Areia, instituição que atua há décadas na busca por pessoas desaparecidas e trabalha, inclusive, com apoio de radioamadores para ampliar a rede de informações. A secretária de Comunicação Paula Cardoso Benedicto reforçou que as informações disponibilizadas nas redes sociais e site da prefeitura poderão ser acessadas por pessoas em qualquer localidade. "A gente acha que trazer essas informações de maneira responsável, de maneira periódica, a gente também consegue ajudar na aflição de pais, responsáveis e familiares desses desaparecidos", disse. A lista de desaparecidos pode ser consultada no site Araraquara.sp.gov.br. Informações também podem ser repassadas pelo telefone (16) 98117-9905 ou pelas redes sociais da ONG Areia. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara